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    Publicado em 05 de Maio às 17:15:22

    Oi (OIBR3) | 4T21: Demorou, mas saiu!

    Melhora operacional com custos menores

    Apesar dos bons números operacionais, mais uma vez a Oi é lembrada pelos seus fortes passivos carregando uma grande dívida que ainda pesa nos fortes valores do resultado financeiro culminando em prejuízos significativos. Mas em virtude das vitórias judiciais nos últimos meses dando prosseguimento à possível saída da Recuperação Judicial, aliado aos seus bons números operacionais, julgamos o resultado como positivo.

    Indo mais a fundo nos grandes números

    Neste trimestre, a Oi apresentou resultado em linha com o esperado pela Genial em termos de receita, alcançando R$ 4,57b (+1,1% t.t e -4,3% a.a), com a Nova Oi totalizando R$ 2,54b (-1,5% t.t e -2,5% a.a). Os destaques positivos ficam para a performance da fibra que colaborou com R$ 801m na parte residencial (+6,6% t.t e +66,7% a.a) e pelo B2B, que somou R$ 919m (+5,8% t.t e +1,9% a.a) e o boost da receita total proveio das atividades descontinuadas em período de ofertas de Black Friday e Natal.

    Já o custo total foi de R$ 2,96b (-3,3% t.t e -9,9% a.a), exibindo os esforços da companhia nas frentes de redução de custos, simplificação operacional, aumento de eficiência e transformação digital.

    Assim, obteve-se um EBITDA de R$ 1,61b (+10,4% t.t e +8,1% a.a) e, como consequência, a margem EBITDA foi para 35,3% (+3,0 p.p t.t e +4,0 p.p a.a), exibindo melhora na eficiência operacional da empresa comparado ao 4T21.

    A empresa reportou um prejuízo de R$ -1,64b (-65,9% t.t e -191,4% a.a), resultado de alguns fatores como:

    1) fortes pressões do resultado financeiro que somaram R$ -3,3b (-31,7% t.t e +109,7% a.a) como consequência de juros mais elevados no tri (em virtude dos principais indexadores terem se elevado, como o CDI, TJLP e IPCA), da menor desvalorização do real frente ao dólar no trimestre de 2,59% no 4T21 vs 8,74% no 3T21 e da depreciação cambial sobre os passivos onerosos vinculados aos contratos de dados por cabos submarinos e satélites. Em suma, os indexadores mais elevados e desvalorização cambial mais fraca explicaram a redução do resultado financeiro.

    2) foram compensados em grande medida pelo crédito fiscal que auxiliou em R$ 1,89b e atenuou as perdas, referente à reversão de impairment de tributos diferidos considerando a estimativa de recuperação desses tributos nos próximos 12 meses (incluindo expectativas do ganho com vendas de ativos).

    Indicadores financeiros

    Nos indicadores financeiros, podemos observar que houve um aumento do número de adesões aos planos fibra, corroborado pelo aumento de UGR fibra residencial para 6,7m (+12,6% t.t e +68,8% a.a) e do UGR fibra B2B de 398k (+15,7% t.t e +113,4% a.a), tornando a representatividade do cobre cada vez menor dentro dos serviços da Oi.

    Acompanhando a maior adesão de clientes, o número de Casas Passadas ou HPs (onde a tecnologia fibra é viabilizada através de uma rede de infraestrutura) alcançou 14,6 milhões localidades (+7,9% t.t e +60,5% a.a). Da mesma forma, a quantidade de Casas Conectadas ou HCs (aqueles que de fato tiveram a instalação de fibra realizada, onde houve a conexão com a rede) alcançou 3,4 milhões (+6,8% t.t e + 64,4% a.a), o que neste caso foi um pouco menor do que estipulado pela companhia de 3,5 milhões.

    Contexto

    É importante mencionar que o atraso da companhia na divulgação dos resultados do 4T21 se devem em grande parte ao closing do deal da Oi Móvel para Claro, TIM e Vivo e a necessidade de separação das partes nas respectivas SPEs e das declarações financeiras.

    Caso todas as operações envolvendo a Oi venham a se concluir, seu grande enfoque será em serviços: priorizando qualidade e excelente atendimento. Um dos grandes desafios dela é com relação a sua base legada, sua concessão de telefonia fixa cuja linha de negócio possui margens negativas, com a empresa tendo que arcar com as obrigações de uma tecnologia em grande parte obsoleta.

    Outro paradigma é com relação à readequação de toda sua base de custos para fazer face frente à realidade da empresa. Espera-se que a empresa traga mais informações sobre o curto prazo e como se darão as questões das dívidas, apesar de termos uma ideia inicial de como essas coisas se realizarão.

    Com o fechamento da operação da Oi Móvel, a Oi recebeu R$ 14,47b (90% do preço do ativo móvel total), dos quais R$ 4,64b foram pagos diretamente para o BNDES para amortizar a dívida (o fechamento do deal era um dos triggers para o pagamento), de forma que essa parcela nem transita no caixa da companhia. Os 10% remanescentes serão retidos pelas compradoras por até 120 dias a partir do dia do closing (20/abril) para possíveis compensações de valores que a Oi possa ter que vir a pagar às compradoras em virtude de eventuais ajustes pós-fechamento e de outras obrigações de indenizações previstas no contrato.

    Agora, o outro principal evento que aguardamos é a análise pela Anatel que ocorre neste dia 05/maio sobre a aprovação ou não da venda do controle da antiga Infraco (atual V.tal) para o grupo BTG e Globenet.

    Vale mencionar que semana que vem, dia 12/05, teremos a divulgação de resultados da companhia referente ao 1T22.

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