Esperamos um 2T26 operacionalmente mais fraco para o Santander Brasil (SANB11), com baixo crescimento de crédito, aumento das despesas com provisões para crédito e leve compressão da rentabilidade. Estimamos um lucro líquido recorrente de R$ 3,74 bilhões, praticamente estável em relação ao 1T26 (+0,3% t/t) e com crescimento de 4,0% na comparação anual.
Projetamos um ROE de 15,7% (-0,3 pp t/t; -0,7 pp a/a). Apesar da desaceleração esperada no trimestre, seguimos enxergando uma trajetória gradual de recuperação da rentabilidade, ainda que mais volátil diante do cenário macroeconômico e da normalização da alíquota de imposto em 2026 e 2027. Mantemos a expectativa de que o banco possa atingir um ROE próximo de 20% em algum trimestre de 2027.
Na comparação trimestral, a dinâmica operacional deve ser mais pressionada. Projetamos uma queda de -3,5% t/t no lucro antes de imposto (EBT), refletindo principalmente o aumento das despesas com provisões para perdas de crédito, que devem passar de R$ 6,34 bilhões no 1T26 para R$ 6,93 bilhões no 2T26. Dessa forma, a estabilidade do lucro líquido deve ser explicada, em grande parte, por uma menor alíquota efetiva de imposto de renda no trimestre.
Os principais vetores do trimestre são:
- Carteira de Crédito Ampliada: Crescimento Segue Seletivo. Esperamos que a carteira alcance R$ 713 bilhões no 2T26 (+1,0% t/t; +5,5% a/a), sustentada principalmente pelos segmentos de alta renda e PMEs, refletindo a estratégia mais seletiva do banco na originação de crédito.
- NII Clientes: Pressão sobre os Spreads. Projetamos uma queda de -0,4% t/t (+2,4% a/a) na Receita Líquida de Juros com Clientes (NII Clientes), refletindo principalmente o efeito do diferimento das comissões migradas para essa linha, pressionando os spreads no trimestre.
- NII Mercado: Recuperação Parcial. Apesar do resultado de tesouraria permanecer negativo, esperamos melhora em relação ao 1T26 e ao 2T25, com perdas de -R$ 600 milhões, ante -R$ 771 milhões negativos no trimestre anterior.
- Provisões para Perdas de Crédito: Maior Pressão. Esperamos despesas com PDD de R$ 6,93 bilhões (+9,2% t/t), refletindo tanto o cenário macroeconômico mais desafiador para Varejo e PMEs quanto o impacto da alteração na política de baixas a prejuízo.
- Receitas de Serviços: Mercado de Capitais Mais Fraco. Projetamos uma leve queda de 0,6% t/t nas receitas de serviços, para R$ 5,40 bilhões, refletindo principalmente a menor atividade no mercado de capitais durante o trimestre.
- Despesas Gerais: Permanecem Sob Controle. Mesmo com despesas administrativas potencialmente mais elevadas, esperamos alta limitada de 0,4% t/t, sustentada por despesas de pessoal ainda bem comportadas.
- Outras Despesas: Evolução Controlada. Esperamos que a linha totalize R$ 2,02 bilhões no trimestre, mantendo uma trajetória de crescimento anual próxima à inflação.
- Imposto: Alíquota Efetiva Mais Baixa. Projetamos uma alíquota efetiva de imposto de 12,1%, ante 14,8% no 1T26, refletindo o menor lucro antes dos impostos (EBT), o que aumenta o peso relativo dos benefícios fiscais e sustenta o lucro líquido.
O Santander divulga seus resultados do 1T26 na quarta-feira 29/04, antes da abertura do mercado.
Prévia 2T26: Provisões para Perdas de Crédito (PDD) Mais Forte Pressiona o Resultado Operacional




